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Internacional

Notas de Compra por País

Uma visão geral de como funciona a compra de imóveis nos destinos mais populares — custos, restrições e particularidades a conhecer antes de começar a procurar.

8 min de leituraAtualizado em outubro de 2025

Cada país tem o seu próprio mercado imobiliário. Os resumos abaixo não constituem aconselhamento jurídico — são pontos de partida para pesquisa. Confirme sempre os detalhes com um advogado local.

Estados Unidos

Aberto a compradores estrangeiros na maioria dos estados, com poucas restrições federais. Os custos de fecho situam-se normalmente entre 2–5%, acrescidos de imposto predial anual que varia bastante de estado para estado. As hipotecas de taxa fixa a 30 anos são a norma — mas são mais difíceis de obter sem histórico de crédito nos EUA.

Reino Unido

Aberto a compradores estrangeiros, mas preveja o Stamp Duty Land Tax com uma sobretaxa para não residentes. A maioria das hipotecas tem períodos fixos curtos (2 ou 5 anos), seguidos de renegociação. A distinção entre leasehold e freehold é muito importante — leia com atenção.

Espanha e Portugal

Ambos são destinos populares entre compradores estrangeiros. Preveja custos de transação na ordem dos 10–15%, incluindo imposto de transmissão, notário, registo e honorários legais. Obtenha o NIE (Espanha) ou o NIF (Portugal) o mais cedo possível — sem ele, nada avança.

França

Os honorários do notário mais o imposto de transmissão somam normalmente cerca de 7–8% em imóveis usados, menos em imóveis novos. O notário representa a transação, não o comprador — contrate o seu próprio advogado se a situação for complexa.

Alemanha

Custos de transação elevados (muitas vezes acima de 10%, incluindo o Grunderwerbsteuer, honorários de notário e de agência). As hipotecas favorecem compradores com entradas consideráveis. As fortes proteções aos arrendatários fazem com que comprar um imóvel arrendado seja muito diferente de comprar um imóvel devoluto.

Austrália e Nova Zelândia

Ambos introduziram restrições e sobretaxas para compradores estrangeiros. A Austrália exige aprovação do Foreign Investment Review Board para a maioria dos compradores não residentes; a Nova Zelândia proíbe efetivamente a maioria das compras de habitação existente por não residentes.

México

Favorável a compradores estrangeiros, mas nas zonas costeiras e de fronteira é obrigatório um fideicomiso (trust bancário). Os custos de fecho situam-se tipicamente entre 4–7%. O seguro de título, comum nos EUA, é raro aqui — mas vale a pena contratá-lo.

Emirados Árabes Unidos

Os estrangeiros podem comprar em regime de propriedade plena (freehold) em zonas designadas. Os custos de transação são relativamente baixos (cerca de 4–7%). As despesas de condomínio em apartamentos podem ser substanciais — verifique o histórico do edifício e o fundo de reserva.

Importante: Este guia tem caráter meramente informativo e não constitui aconselhamento jurídico, fiscal ou financeiro. As regras e os valores variam conforme o país e mudam ao longo do tempo — confirme sempre os detalhes com um profissional local qualificado antes de tomar qualquer decisão.